Memorando da Gerência
É certo e sabido que o povo português não sabe rir. Tem medo de explorar o humor com receio de afectar instituições tão venerandas como a igreja, a família e os bons e fieis valores tradicionais.
É certo e sabido que o povo português não tem poder de encaixe. Se dissemos que não gostamos de algo, e pessoa que gosta dessa mesma coisa ouve-nos a proferir tal afirmação, acusa-nos logo de não saber respeitar os gostos dos outros, que se é intolerante e o diabo a quatro.
É certo e sabido que os que assumem o protagonismo mediático em Portugal não são as pessoas mais indicadas para uma população que, no geral, ainda tem um défice cultural muito grande, sendo tão ou mais fraquitas que o público que os venera.
Foi por estas e por outras que decidimos fazer o Esquadrão da Morte. Porque queríamos fazer rir com umas certas figurinhas controversas (ou dignas de controvérsia) que rodeiam a nossa praça. Se os textos têm piada ou não, pois cabe aos seus leitores assim o acharem. Nós somos sempre bem-intencionados, isso é garantido.
Já agora a alusão ao Campo Pequeno, que alguém achou de mau gosto, comparando tal à opressão liderada por Pinochet no Chile dos anos 70, não tem problema alguma. Alguém matou alguém no Campo Pequeno? Ninguém que eu saiba. Se formos a ver o contexto em que a afirmação original foi produzida, 30 anos depois só nos faz é soltar um sorriso de carinho. Porque convenhamos: alguém realmente acha que o Otelo, esse homem com a maior percentagem de “pá’s” por decibel quadrado em Portugal, teria a coragem de proceder a fuzilamentos colectivos? Se assim o acham meus caros, então deixem crescer o cabelo, porque a cabeça rapada não assenta a todos e o Amílcar Cabral tem 1000 vezes mais razão que o Hitler (em qualquer assunto que seja).
Quanto às alusões de cariz laboral e sexual: Como se pode ver pela frequência de posts (e sendo nós uma equipa de 4 elementos!), (in)felizmente trabalho não nos falta e os computadores foram comprados sem a ajuda de qualquer “paitrocínio”, enquanto no capítulo sexual, a nossa actividade actual faz com que não sejamos capazes de escrever comentários comos os presentes nas caixas deste blog (que são bastante indiciadores de uma grande “fome” insaciada).
Mas não se preocupem que não vão parar ao Estádio do Algarve. O espaço está reservado para pelintras que se destaquem e vocês têm um nível um pouco banalizado.
O Supra-Comandante Marcos
Eu pela minha parte congratulo-me.
Fico feliz.
Agradeço, mesmo.
Caro bandalho, é com felicidade que vejo que és capaz de coisas inimagináveis. Conseguiste fazer-nos todos escrever, quase como se levássemos este blog tão a sério como tu.
Dado o teu amor por este nosso estaminé (que te leva até a assinar com vários nomes diferentes, apesar de te denunciares porque não pode haver tanta gente que goste de levar no cú a vir ao blog num espaço tão curto), tenho que te perguntar duas coisas:
1ª Queres o registo para ti?
2ª Queres participar? Alguém com tanta raiva descontrolada, e com tanto prazer para falar mal é bem vindo para apimentar um pouco este nosso cantinho.
Não conheces a génese deste blog.
Também não conheces quem o escreve.
Vendo bem, isso não me admira porque pelos comentários não é a única coisa que não conheces.
Assim sendo, deixa-me que te diga honestamente, e com boa vontade no coração: cala-te, ou então espera uns aninhos. Vais ver que quando fores adulto o mundo fica diferente, o teu olhar abrange mais coisas além do teu umbigo.
Toma um grande abraço, e, sendo essas as tuas opções, pede ao teu parceiro que não se esqueça do preservativo.
Fica bem, mas afasta-te do Estádio do Algarve. Não se sabe se não nos encontrarás.
Gallego, El Sucio
Caro leitor
A única coisa que eu gostaria de fazer neste breve comunicado oficial consiste em congratulá-lo, uma vez que é a única pessoa que presta atenção a este blog.
Por vezes, nem nós, os autores, nos lembramos que este espaço cibernético existe.
Graças a si, distinto amigo, o blog ganhou uma nova vida. Obrigado.
Contudo, tenho uma sugestão para si: talvez queira considerar a hipótese de ir trabalhar, para ocupar as horas mortas. Que tal? Talvez assim não fizesse uma figura assim tão grande de ressabiado.
Adeus, até nunca mais.
Sanguinário sem Nome
Que orgulho! Que inaudita alegria acompanha a aurora de mais um dia! Que magníficas trompas de anjos nos são dadas a ouvir, emanando do fruto dos nossos (baixos) ventres! Conseguimos – it’s alive!!! Criámos um monstro, aliás, VÁRIOS monstros! E não é que eles não só respiram como também falam! E que lindos, têm todos a mesma tromba! Finalmente vamos poder gozar as merecidas férias que nos eram devidas, basta deixar os nossos queridos benjamins, nascidos de tanto amor, a tomarem conta da casa, de certeza que têm muitas linhas para preencher de coisas bonitas! Estejam à vontade. Estiquem as bordas da vossa ira até ficarem em carne viva. Têm um estádio inteiro para encher com bloggers, políticos, dirigentes desportivos, entidades religiosas, vendedores de time sharing, arrumadores de carros, pachecos pereiras, e a humanidade em geral. Aproveitem a oportunidade que vos é oferecida - deficiente também é gente!
E agora com licença, vou para a “Conã” da minha tia mais velha, ela já está à minha espera há vários meses mas tenho andado muito ocupado na casa de banho a fazer força para produzir uns quantos subalternos para operações de manutenção estival. Fui.
Conã, o Velho.






